Floripa de mochila nas costas!

A primeira viagem de índio de mochila nas costas, sem dinheiro, sem lenço e sem documento a gente nunca esquece! Essa aventura aconteceu logo no comecinho de 1997 e envolveu um planejamento ambicioso pra fazer 20 dias de viagem para Florianópolis, Porto Belo e Bombinhas caber em um orçamento de três POBRES estudantes.

Vamos então ver como rolou a esquemática da coisa:

HOSPEDAGEM:

Para resolver a hospedagem foi preciso fazer a carteirinha nacional de alberguista e escolher o albergue mais próximo para ficar. Optamos por dividir a estadia entre o albergue localizado em Canasvieiras (em um quarto privado para nós três) e o albergue localizado no centro de Florianópolis (quartos coletivos feminino e masculino). Você pode ver detalhes aqui.  Depois destes 15 dias fomos para Porto Belo, onde ficamos em um quarto privativo novamente (detalhes aqui) e prometo que detalho Porto Belo/Bombinhas em um próximo post ok?! Todos os albergues citados oferecem café da manhã modesto, mas suficiente, incluso no valor da diária.

DICA:Ponto importante a lembrar aqui é que os banheiros são coletivos… então pense bem antes de topar a aventura se você está preparado para dividir TODOS os seus momentos com o grupo!

ALIMENTAÇÃO:

Café da manhã + jantar!
Não, não. Apesar de parecer não era um campo de concentração! Essa foi uma forma barata de reunir grandes refeições e ainda conseguir aproveitar o horário do almoço pra conhecer as praias e comer apenas um lanchinho.

DICA: Se você pretende conhecer realmente Florianópolis você precisa se organizar: são mais de 40 praias espalhadas pela ilha e com um deslocamento relativamente grande entre elas. Não há tempo a perder! Portanto prepare o lanchinho natural, o “club social”, frutinhas e muita água para enfrentar a maratona!
Mas não se prive do direito (e do dever!) de experimentar a maravilhosa Sequência de Camarão da Lagoa da Conceição ou ainda as famosas Ostras do Mercadão. Os bares são sempre animados e a cerveja relativamente barata! Mas lembre-se que não funcionam no domingo  😦
Caso a sua carteira ($$$$) permita vá também ao restaurante Ostradamus (http://www.ostradamus.com.br), vale cada centavo e te permite uma noite de luxo em meio a um programa de índio econômico.

TRANSPORTE:

Para chegar em Florianópolis os meios são os mais diversos dependendo de onde você está! Carro, ônibus, avião, helicóptero… Porém até hoje só fui pra lá de carro.  É importante lembrar que estou considerando 1997 para esse post e que estou trabalhando com um orçamento furado apertado de três pobres estudantes. Apesar de ter visitado Florianópolis algumas outras vezes depois foi sempre sem tempo de ver as melhorias no transporte urbano da cidade. Fomos de Campinas a Florianópolis de carro (790km) mas chegando lá tivemos um probleminha com o carro e tivemos que nos deslocar por um bom tempo usando o transporte público. A cobertura de linhas era boa (nenhum espetáculo) porém o tempo de espera era bem grande! Você pode consultar os horários aqui, mas lembre-se que você não está na Inglaterra ou no Japão: atrasos são regra!

DICA: Para quem vai depender de transporte público recomendo ficar hospedado no centro, de preferência próximo ao terminal (parece péssimo falar isso em uma cidade praiana mas o centro velho de Floripa também conserva belos locais a visitar, além é claro, do Mercado Público Municipal).

Vamos então ao que interessa: PASSEIOS!

Podemos dividir Floripa em 4 partes principais: norte, sul, centro e região da Lagoa da Conceição. Não é uma divisão oficial, mas ajudou bastante a montar os roteiros diários dessa aventura!

A região norte concentra as praias mais urbanas e também com boas águas para banhos: Canasvieiras, Lagoinha (particularmente minha favorita!!!), Daniela (boa para as crianças), Jurerê, a chiquetésima Jurerê Internacional (vale uma visita só pra se sentir em meio aos milionários hollywoodianos!). DICA: Atravessando as dunas do final da praia dos Ingleses você chega até a praia do Santinho, de mar agitado, de areia branca e que acomoda o badalado resort “Costão do Santinho“, eleito 6x o melhor resort de praia do Brasil.

Descendo a ilha para a região da Lagoa, temos a belíssima praia Grande (também conhecida como Moçambique) com 7,5km de extensão de mar agitado, areia limpa e nenhum quiosque pra sujar a praia! Um belíssimo achado =). Logo pra baixo vem as famosíssimas Praia da Joaquina (de babar!) e a Praia Mole (lugar de gente sarada, bonita e consumidora de ervas calmantes por todos os lados!). Pra quebrar o ritmo, entre a praia Mole e a Barra da Lagoa, vem a praia das Galhetas que oferece ao visitante a possibilidade de vivenciar o naturismo (não, não, eu não tive a oportunidade de vivenciar!).

A Lagoa da Conceição é um capítulo a parte. Não entra na categoria praia, mas entra na categoria: você não pode deixar de ir! Ali é possível praticar esportes, praticar compras e praticar a degustação da belíssima sequência de camarão para todos os bolsos e gostos! DICA: Para quem quer evitar os congestionamentos do verão também é um bom lugar para ficar hospedado.

O sul da ilha é marcado pelas praias selvagens, bem preservadas e com pouca infra estrutura. Ótimo para você ir visitar muito bem preparado: não há caixas eletrônicos, há poucos quiosques e o transporte público é bem deficitário nessa região. DICA: Apesar de alguns bons hotéis na praia Morro das Pedras, Armação/Matadeiro  e Campeche, só recomendo essa região pra quem está em busca mesmo de aventuras ou de um esquema mais alternativo de viagem. Se você for com crianças, família, papai, mamãe e cachorro recomendo fortemente o norte da ilha com um dia ou dois para visitar o sul e desfrutar do paraíso intocado.
E o benefício dessa falta de infra estrutura está diretamente ligado a conservação dessa região da ilha. Alegre seus olhos e seu coração! Próximo a praia Pântano do Sul (colônia de pescadores) você  encontrará o início da trilha, que após enfrentar mais ou menos 1 hora de trilha em meio a mata, te levará diretamente até a Lagoinha do Leste! Vá preparado pois a mata é fechada em alguns pontos e a subida é íngreme. Porém a vista é MA-RA-VI-LHO-SA! Vale cada gota de suor!

Para fechar: região central! Aqui você sente realmente que está na capital do estado. Belíssimos prédios ocupam a Av. Atlântica e bons restaurantes agitam a vida noturna dessa região. É por ali que você vai ver os “homens de negócio” da cidade, que conseguem resistir bravamente ao lindo mar de Floripa e trabalhar duramente! Na região central também você encontra a belíssima ponte Hercílio Luz, a famosa  figueira centenária, o Mercado Público Municipal além do maior shopping da cidade (pelo menos até a minha última visita em 2008): o Beiramar Shopping – onde em dias chuvosos você pode encontrar toda a população da ilha!!!

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Bom, 1997 e as fotos não eram digitais. Não pra mim pelo menos!!! Sendo assim as fotos usadas aqui foram retiradas do site da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

Espero que gostem das dicas e que voltem aqui pra compartilhar a sua aventura em Florianópolis!!!

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